Por que alunos não gostam de instrutores de CFC (e como resolver isso)

Sim, a gente sabe… Você está preocupado com a gestão administrativa e financeira da sua autoescola. Mas o coração do seus negócio, do ponto de vista dos clientes, são os instrutores. Só que a imagem de muitos deles não anda muito boa.

 

Um gestor de autoescola precisa estar antenado nas questões sobre legislação, nova tecnologias e formas criativas de oferecer os seus serviços para se destacar perante a concorrência. Nessa correria, muitos menosprezam o papel dos instrutores de CFC.

Na equação que envolve tantas coisas a serem resolvidas, o instrutor sempre foi uma constante, desde o início da história de sua empresa. Todo bom condutor depende de um bom instrutor em sua formação.

Sua relação com o aluno é o que pode diferenciar uma boa experiência de um serviço majoritariamente burocrático. Mas pode ser ainda pior. Calma que já chegamos lá…

Falta empatia aos instrutores de autoescola

Consta no artigo 11 da Portaria do DETRAN (540/99):

“todo e qualquer Centro de Formação de Condutores deve ter em seu quadro funcional instrutores com aptidão teórica e prática para instruir candidatos que estejam buscando habilitação, reciclagem, renovação ou mudança de categoria”.

Você precisa seguir à risca essa determinação, mas ela não é suficiente. Por quê? Vamos exemplificar com trechos de uma conversa encontrada no fórum reddit.com, com o sugestivo título “Será que existe algum instrutor de autoescola decente?”

  • “Estou em processo de tirar CNH AB (…) Passei por 2 instrutores diferente e os dois são péssimos professores e péssimos seres humano no geral.”
  • “Meu instrutor quase me fez chorar dentro do carro de tão nervosa que eu fiquei. Peguei um trauma horrível de dirigir.”
  • “Esse pessoal tinha que entender que ninguém nasce sabendo dirigir, essas coisas levam anos de prática e ficar sob pressão não ajuda em nada. Minha vontade mesmo é de desistir.”
  • “O meu foi do mesmo jeito. Celular a aula toda e qualquer erro mínimo, começava a brigar (…)”

Este é o mundo real, fora das autoescolas. Este é o seu público. Esta é a importância de se preocupar com a qualidade do trabalho dos instrutores que sua autoescola contrata. Pense se os autores destes depoimentos cogitariam indicar a alguém a autoescola na qual tiveram essas experiências desagradáveis.

Todo mundo quer um tratamento humanizado. Vivemos em uma época na qual muito se fala em “experiência do usuário”, que deve ser sempre a melhor possível.

Muitos instrutores de CFC deixam transparecer que se preocupam mais com o carro do que com a segurança do aluno!

A figura do instrutor antipático, grosseiro ou ríspido, infelizmente, ainda é muito comum. Mas não tão difícil de reverter quando você se dá conta que o problema existe. Então, o que fazer para que os alunos fiquem satisfeitos com os seus instrutores?

Primeiro considere a qualificação profissional

Temos um problema cultural no Brasil. Quase todo mundo pensa que para educar para o trânsito é precisa ser um ás do volante. Isso não basta, e nem é o mais importante. Mas como escolher os melhores profissionais do mercado? Anote os requisitos iniciais:

  • idade mínima de 21 anos;
  • ensino médio completo;
  • 180 horas/aulas de cursos de capacitação;
  • um ano de categoria D;
  • não ter cometido nenhuma infração gravíssima nos últimos 60 dias.

Depois do básico, vamos além

Agora estamos chegando ao ponto crítico. Seus instrutores precisam ter bom controle psicológico para exercerem a função que coincide com um momento delicado e importante da vida do aluno. É aqui que fica a diferença entre ter instrutores nota 7 e nota 10.

Então, acrescente à sua lista mais estes requisitos:

  • bom nível de comunicação;
  • tranquilidade, paciência e bom humor;
  • autocontrole e facilidade nas relações interpessoais.

Já tem bons instrutores de CFC? Faça de tudo para mantê-los

A rotatividade de instrutores numa autoescola pode ser grande. Salários pouco atrativos, pressão psicológica e rotinas estressantes podem fazer com que eles migrem de empresa ou até mesmo desistam da profissão.

Por isso, invista na valorização profissional. E isso não tem a ver apenas com salários. Lá vai mais uma lista do que você pode oferecer:

  • benefícios usuais (plano de saúde, vale-transporte, vale-alimentação, folgas);
  • benefícios extras (lanches, cesta básica, ingressos para o cinema, etc.);
  • condições saudáveis (carros confortáveis, local de trabalho organizado).

O mundo precisa de instrutores do bem!

Não adianta investir em tecnologia, marketing, eventos, automóveis bem-equipados ou uma estrutura bonita e aconchegante se você se esquecer de cuidar da espinha dorsal do seu negócio.

Montar uma boa equipe de funcionários é fundamental para qualquer empresa. É possível tocar um negócio com pessoas nas funções erradas, sem o perfil necessário, mas isso vai minar a sua reputação.

Um bom gestor sabe que contratar aquele amigo ou familiar que está precisando de emprego não é algo proibido, mas é preciso garantir que esta pessoa está apta para a função. Mais ainda no caso de instrutores de CFC.

Ao contratar uma pessoa desconhecida, faça uma boa entrevista, tocando nos pontos-chave mencionados acima. Mas saiba que não há nada como ter boas referências, especialmente sobre reclamações de ex-alunos.

E, finalmente, é sempre bom relembrar: bons, ótimos, excelentes instrutores são a garantia de seu alto índice de aprovação – a menina dos olhos de toda autoescola.

 

 

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